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Diapasão (release)

Em meados de 2002, aos 17 anos, Rodrigo Lana (tecladista desde os 10 anos de idade) começa a compor músicas para piano, pensando num futuro trabalho em grupo. Nesse impulso criativo, no intuito de tocar numa banda com identidade e músicas próprias, Lana iniciou a pesquisa e busca por músicos afins e dispostos a concretizar um projeto, ao mesmo tempo inovador e despretensioso: Diapasão.
O nome do grupo surgiu de forma inusitada, na qual Lana assimilou a função do objeto (diapasão - "pequeno objeto metálico usado para afinar os instrumentos e as vozes") à intenção de sua música. Desde então já eram compostas músicas para um trio - teclado, baixo e bateria.
Durante sua pesquisa, Lana, mostrou "esboços" de suas composições a Gustavo Amaral (baixista e violonista desde os 13 anos), que ficou empolgado com o projeto. Ambos (Lana e Amaral) estudavam numa mesma escola de música de Belo Horizonte (BH) - Fundação de Educação Artística. A partir de então, Lana convida Amaral para participar do projeto, que por ora, já continha três composições em andamento: Diapasão, Noite a la caipirinha e Do Céu Ao Inferno, que só seriam finalizadas poucos meses antes da gravação do primeiro Cd da banda - OPUS I.
Após a entrada de Amaral no Diapasão, Lana conhece Bedrick Prokop, quem seria o responsável pelos desenhos que ilustraria a música que se torna "carro-chefe" do primeiro Cd da banda. As idéias surgem em noites boêmias (a la caipirinha...),quando Lana e Prokop, imaginam uma história, (que se tornaria o futuro "vídeo-arte" da banda, e que pode ser visto no link que se segue: www.bandadiapasao.com.br/downloads.asp) e que amplia a visão artística do projeto.
Passados dois anos, Lana já estruturava de forma mais concreta praticamente todas as composições do projeto (as nove músicas que compõem o Opus I) e paralelamente, seguia como integrante fixo de um outro projeto, emergente no cenário musical alternativo de BH - Mestiço (www.mestico.com - site da atual banda). No início de 2004, a banda Mestiço, em busca de novos integrantes, convida o baterista Fabiano Moreira (baterista desde os 15) para uma apresentação. Dá-se então o primeiro contato entre Lana e Moreira, que, apesar de terem se conhecido numa banda de funk-soul, perceberam a afinidade musical recíproca - Rock Progressivo. Passados alguns meses, no segundo semestre do mesmo ano, Lana convida Moreira para participar do projeto e, enfim, materializá-lo, já que esse até então só figurava em fitas cassetes gravadas ao vivo, no piano, em condições amadoras - mais futuramente em formato midi e pautas.
Com a definição do último integrante, dá-se início ao trio Diapasão!
Já no primeiro ensaio da banda, foram selecionadas quatro músicas para se perceber o entrosamento e habilidades de cada um dos integrantes. Três próprias: Noite a la Caipirinha (primeira parte), Som do Brasil, Jazz e uma cover: Nutrocker, do trio inglês Emerson, Lake and Palmer. De forma bastante inesperada e surpreendente, houve um perfeito entrosamento entre os três, tanto musical quanto pessoalmente falando: estavam fundamentadas as bases de uma sadia parceria artística.
A partir deste momento, inúmeros ensaios foram realizados no prédio do baterista, mais especificamente no quarto do mesmo, numa área de, aproximadamente 5m² - sem isolamento acústico! Durante esses ensaios acrescentaram-se novos arranjos nas músicas tendo como base as composições originais de Lana.
Após os ensaios estruturais das músicas do Diapasão, foram realizados "ensaios gerais" (no estúdio Som Maior), e sendo que, do 4º ensaio, foram gravadas três músicas "demo" da banda, com intuito de conseguir agendar shows e procurar um Selo independente que estivesse disposto a investir na banda.
Lana, com o Cd "demo" na mão, através de inúmeros esforços e tentativas frustradas, inusitadamente, numa comunidade de rock progressivo virtual (internet) conhece o carioca de Niterói, Gustavo Paiva (Dono do Selo Masque Records - www.masquerecords.com) e através de um programa de comunicação virtual, inicia-se outra parceria, fundamental e indispensável para o incentivo, crescimento e divulgação da banda, em âmbitos nacionais e internacionais!
Ao firmar a parceria, burocraticamente - assinatura de contrato - começa-se uma nova etapa da vida da "precoce" banda: a gravação do Primeiro Cd. Até então, a banda não tinha feito um show sequer...
Então a banda Diapasão vai para os estúdios realizar o sonho de toda banda iniciante: a gravação de um CD.
Ao longo dessa nova jornada, houve um grande amadurecimento da banda como um todo, e também fatos curiosos e não muito agradáveis...
Em Maio de 2005, começam as gravações das músicas no "Eliérim Studio" (estúdio de gravação em BH), que em sua maioria, foram gravadas em canais separados (cada instrumento por vez). As músicas Diapasão e Jazz foram gravadas ao vivo, no estúdio. O processo de gravação se deu em cerca de três meses.
O processo de edição, mixagem e masterização, inicia-se em Agosto, em outro estúdio de BH, juntamente com o início dos problemas de lançamento do CD. O responsável pelo serviço, aparentando ser um profissional tecnicamente qualificado e compromissado, realiza um trabalho que iria "contra" a musicalidade da banda: além de músicas não-editadas, não houve sequer o trabalho de se colocar os instrumentos em STEREO (um dos primeiros passos no processo de edição e mixagem). Após bastante desgaste da banda (da parte de Lana, por ter acompanhado todo o processo de perto e da parte de Moreira e Amaral pela angustiante espera) tanto pelo inconveniente quanto pelo atraso, surge o segundo voto de confiança na banda, por parte do Selo Masque Records, que apesar das complicações, continuou com a banda.
Devido ao atraso, ocorrido com os citados problemas, a banda excede o tempo previsto para entrega da "matriz" e não possui um trabalho de boa qualidade técnica, ambos, quesitos presentes no contrato. Mesmo assim, a banda envia a "matriz" à Niterói.
Após analisar o material e tendo em vista a péssima qualidade do trabalho final, Paiva resolve comunicar à banda a possibilidade de se refazer o trabalho (edição, mixagem e masterização) com um profissional de competência e renomado internacionalmente. Essa nova possibilidade tranqüiliza os integrantes do trio mineiro e renovam a esperança de fé no próprio trabalho.
Passados alguns dias, Paiva envia uma correspondência de cunho não muito animador para os músicos da banda. Apreensivos e tensos (pois já haviam passados meses após a gravação) os integrantes do trio recebem a má notícia de que o material enviado ao novo profissional, continha qualidade inferior ao nível mínimo exigido pelo mesmo para realizar seu trabalho, apesar de ter elogiado a gravação e se manifestado muito surpreso e animado com o bom trabalho de composição e execução.
Em vista da delicada situação, Paiva, com muita sinceridade e clareza, "abre o jogo" para com a banda e propõe duas possíveis soluções para o problema: a primeira, dizia respeito ao lançamento do CD, tendo como resultado final uma péssima qualidade técnica, sendo o trabalho de edição, mixagem e masterização, praticamente inexistentes, e fazendo com que todo o esforço de ambas as partes (banda e selo) tenham sido, de certa maneira, em vão. A segunda alternativa, seria a de as duas partes, arcarem com novos custos (já que a verba destinada aos serviços tinha sido esgotada com o péssimo profissional citado anteriormente) para reedição, remixagem e remasterização, a fim de lançar um trabalho competitivo e que tivesse qualidade compatível às composições da banda.
Logo, tendo como base a confiança mútua, as duas partes arcam com novos custos em prol de um trabalho no qual, todos confiam e esperam que dê certo!
Com essa definição, Paiva, fecha as etapas de edição e mixagem com o profissional Althayr Rodrigues (Corporation Studio - Niterói) e a masterização com Luiz Tornaghi (Batmastersom - Niterói), ambos reconhecidos internacionalmente.
Passada a "má fase" do CD, todos apostam que, agora, o trio Diapasão teria um trabalho coerente com o projeto inicial: realizar algo inovador e surpreendente e que seja compatível com o estilo da banda.
Definida a situação técnica do CD, faltaria a parte artística para ser incluída no encarte. Paiva sugere o trabalho do designer Gustavo Sazes (www.abstrata.net), que com grande competência e criatividade realiza a arte do CD. Após três esboços de capas, Sazes "acerta a mão" e consegue atingir a expectativa do trio em relação à uma composição coerente e que representasse o Opus I em seu esplendor. O resultado final, ficou extremamente compatível com a intenção do projeto e deixou fãs, admiradores e inclusive os integrantes da banda, surpresos com a qualidade.
No fim, com a junção de profissionais extremamente competentes o disco Opus I se torna realidade e é lançado nacionalmente e internacionalmente com grande estilo, e com um impacto extremamente otimista, além do esperado.
Opus I também conta com participações de Ayran Nicodemo (violinista) e Sérgio Rabello (violoncelista) na música "Do céu ao inferno", Pedro Moreira nas percussões de "Som do Brasil". Nomes também importantes dentro do projeto Diapasão são: Israel Dias (técnico de áudio responsável pelos shows do Diapasão), Matheus Perdigão (Editor do Vídeo/arte "Do Céu ao Inferno") e Bedrick Prokop (além da idealização e criação artística, como o Vídeo/arte "do céu ao inferno" é responsável por cenários, camisas, desenhos e etc.).
Logo, apesar de ser uma banda com pouco tempo de existência e praticamente sem apresentações em sua história (que seja por pouco tempo...), o trio Diapasão, já conta com um trabalho maduro e com excelente repercussão nacional e internacional e almeja divulgar seu trabalho aos amantes da música, independente de estilos, rótulos, definições e preconceitos: em prol da boa música e da originalidade artística, tão rica neste país, surge mais uma banda na esperança de que o reconhecimento se dê pelo trabalho em si e não por influências externas ou outros motivos.
Apostando neste "sucesso", os integrantes do projeto esperam que a história esteja apenas começando e que, com muito trabalho artístico possam alcançar a reverberação uníssona de um verdadeiro Diapasão...

 

 

DESTAQUE

DIAPASÃO - Opus I
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Músicas (trechos):
. Diapasão

. Som do Brasil

. Sonata
. Do céu ao inferno
. Fuga
. Noite a la caipirinha
. Rock espanhol
. Jazz
. Piccolo finale
   
   
Vídeo/Arte:  
O vídeo/arte "Do céu ao inferno" nos mostra uma nova proposta de arte...  
 
 
INTEGRANTES
 
 
 
 
Fabiano Moreira
BATERISTA
 Gustavo Amaral
BAIXISTA / VIOLONISTA
 Rodrigo Lana
PIANISTA / TECLADISTA